Como o sexo se tornou pecado

Um número amplos de cristãos estão agora desfrutando relacionamentos abertos, e igualmente vivos no amor de Cristo. Contudo, muitos têm lutado exatamente com as mesmas questões que muitos que visitam o nosso site têm se preocupado. Séculos de doutrinação pelos ensinos cristãos tradicionais são difíceis de superar. Mas a tradição que tenta ver o sexo como uma coisa negativa não tem nenhuma base bíblica.

 

Os judeus (o grupo a quem Jesus pregou) não têm as bases sexuais que os cristãos tradicionais de hoje (versículos bíblicos) têm. Eles vêem o sexo numa amplitude maior do que a da maioria dos cristãos. Os cristãos tomaram emprestado dos gregos sua visão negativa do sexo e também de Santo Agostinho, que super reagindo a seu desregramento sexual anterior com respostas ascéticas, transformou o sexo em algo totalmente ruim mesmo quando usado no casamento por razões puramente sexuais.  Sexo seria somente válido se fosse para a procriação. Agora, se esse é o único uso que você faz do sexo, então você é simpatizante de Santo Agostinho.

 

Focalizando cristo, acredito que seu silêncio indica uma aceitação por inteiro da abertura judaica sobre o assunto. Os cristãos (?) estão muito freqüentemente ligados ao negativismo e não abertos à honestidade sobre sua própria sexualidade e, como resultado, muitos deles acabam se desviando. Sexo não é doença. É um dom de Deus. Isso não significa que nos usamos esse dom descuidadamente. Muitos cristãos tradicionais têm de trabalhar um bocado em termos de questões sexuais num nível psicológico, antes de que eles possam se entregar ao diálogo com honestidade, procurando cristãos ansiosos para achar soluções aos erros criados pelos fanáticos religiosos organizados.

 

O imperador Constantino (354-430 A.D.) foi talvez o mais importante convertido do mundo à nova religião representada pelo cristianismo. A Cristandade foi talvez a única coisa que restou para deixar o Império Romano unido. Enquanto o império político caía no século seguinte, a Igreja se estabelecia como a nova autoridade central. Ameaças de ser queimado no inferno eram realmente mais eficientes do que um exército que pudesse controlar populações grandes e diversas.

 

Agostinho foi um importante teólogo formador do pensamento e com muita ênfase argumentou que sexo era pecado mesmo dentro do casamento a não ser que o propósito específico fosse a procriação! Isso reflete a necessidade da época de se ter muitos filhos. A mortalidade infantil era muito alta e as estruturas políticas e econômicas estavam baseadas na família. Igualmente, o celibato sacerdotal foi em parte moldado pelo medo de que os filhos dos sacerdotes e seus descendentes herdassem as propriedades da Igreja.

 

Graças ao analfabetismo difuso – ou apatia – o que quer que a Igreja dissesse era agora lei. O intercurso sexual não era mais natural e bom; o sexo era sujo e servia somente para a procriação. O celibato era agora o novo padrão para o clero. E era também uma grande fonte de dinheiro! Se você pecasse por gostar de sexo, você deveria ir à Igreja para arrependimento, que pedia uma doação para demonstrar sua fé. Que caminho perfeito para a Igreja levantar capital; fazia alguém pecador por causa de seus desejos sexuais inatos e então oferecia a absolvição em troca de uma doação generosa.

 

A moralidade sexual da cristandade não veio de Jesus. Ao contrário, ela veio mais tarde dos cristãos cujo maior interesse era controlar as massas. É importante reconhecer a fonte do dogma religioso sobre sexo – quando surgiu e de onde veio – e colocá-la em perspectiva nas atuais circunstâncias.

 

Fazer da poligamia um “pecado” foi um lento processo. Era mesmo mais comum aos sacerdotes católicos ter múltiplas esposas e senhoras. O papa Gregório II, em decreto de 726 D.C., disse que quando um homem tem uma esposa doente que não pode desempenhar a função de esposa, poderia desposar uma segunda que pudesse ajudá-lo a cuidar da primeira. Mais tarde, para proteger as propriedades da Igreja dos herdeiros, o papa Pelágio I elaborou um novo pacto sacerdotal pelo qual a descendência do clero não poderia herdar as propriedades da Igreja. O papa Gregório então declarou ilegítimos todos os filhos dos sacerdotes (só os filhos, já que as filhas não poderiam herdar nada de uma maneira ou de outra).

 

Em 1022, o papa Bento VIII baniu os casamentos e as damas para os sacerdotes e em 1139 o papa Inocêncio II destituiu todos os casamentos de sacerdotes e todos os novos sacerdotes tinham de se divorciar de suas esposas. Isso não tem nada a ver com moralidade (múltiplas mulheres para homens têm sido a norma desde os tempos bíblicos), mas com DINHEIRO! (o grifo é dos autores).

 

Poligamia (muitas esposas para um homem) era a norma devido ao predomínio masculino da sociedade e pelo fato de que o status do homem era determinado pelo número de filhos de que ele era pai. Hoje, as mulheres podem desfrutar de direitos iguais e o sexo pode ser por prazer e uma expressão sincera de amor.  Isto torna o poliamor um estilo de amor mais igualitário e apaixonante.

 

Para informação histórica muito mais detalhada de como o sexo se tornou pecado, acesse o site:

http://www.patriarchywebsite.com/monogamy/mono-history.htm

Para acessar todo o conteúdo do site, acesse: http://www.patriarchywebsite.com/ que possui muitas informações sexuais históricas, especialmente relacionada aos judeus.

 

A ética sexual cristã liberta

 

Nós afirmamos que nossa sexualidade é um dom natural de Deus. Ela não pode ser artificialmente restringida por leis ou regulamentos. Deus honra uma livre expressão sexual que procura o prazer e o bem-estar de cada pessoa, e também a glória de Deus enquanto Ele participa conosco de seu glorioso aspecto de viver e amar os outros, a nós mesmos e a Deus. Em nosso entendimento das Escrituras, o argumento bíblico do Novo Testamento não pode ser tomado contra casos de prazer sexual consentido e partilhado, seja pré-marital, marital ou pós-marital.

 

O argumento se aplica somente em casos negativos em que uma das partes envolvida não está se guiando pelas orientações do amor cristão, quando estão usando um ao outro para sua própria gratificação egoísta ou estão causando danos físicos ou psicológicos aos parceiros ou a uma das partes envolvidas. Entre as práticas sexuais que poderiam ser consideradas danosas estão o sexo descuidado que causam a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis ou ao descuido com os métodos contraceptivos.

 

Texto original: http://www.libchrist.com/bible/howsexsin.html

Traduzido por Sérgio de Moura e levemente modificado por Queridinhozinho

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