Virgindade

Geralmente a palavra BETHULAH é traduzida como “virgem”. No entanto, em Gn 19:8 Ló diz aos homens de Sodoma que queriam estuprar seus convidados: “Eis aqui, tenho duas filhas que ainda não conheceram homem...". Da mesma forma Nm 31:18 e Nm 31:35 referem-se a certas meninas como “que não conheceram um homem, deitando-se com ele." No entanto, a palavra BETHULAH não é usada em nenhum desses casos.

Por que não? Porque a palavra BETHULAH não significa “virgem” no sentido moderno. Joel 1:8 diz: "Lamenta como a virgem (BETHULAH), cingida de saco, pelo ‘marido’ (que na verdade é BAAL, significando o real proprietário da mulher) da sua mocidade." Dessa forma, uma BETHULAH certamente poderia ter tido relações sexuais antes, em sua juventude! Neste versículo ela está lamentando sobre o proprietário que teve durante sua juventude, ou seja, ela está gemendo pelo seu “ex-homem” (“ex-marido”, “ex-dono”).

Ela provavelmente tinha gerado um herdeiro para o seu proprietário, que depois morreu, e então ela tornou-se uma BETHULAH novamente! Como isso é possível? Ela se prepara para dar à luz a um herdeiro para outro proprietário, cobrindo a cabeça e mantendo-se longe dos homens. Isso deve ter sido um grande fardo para ela. Os homens, na sociedade antiga, provavelmente eram sexualmente muito satisfeitos. Não era um fardo para um homem deixar uma mulher sozinha, sem relações sexuais por um tempo, pois ele poderia ter relações sexuais em outros lugares. Foi só um fardo para a mulher! Por isso essas mulheres eram altamente respeitadas. Pode ser que elas passassem sete meses sem fazer sexo! (Por que sete? Veja ‘The Original Sin’, em Greetings From Paradise). No final deste "período de compromisso", seria muito óbvio se a mulher já estivesse grávida de outro homem anteriormente. Se não, ela agora poderia dar um herdeiro para seu atual dono! O “Gesenius Lexicon” diz sobre a palavra BETHULAH: “indica separação e isolamento de relações sexuais com homens”. A capacidade de saber quem era o pai de uma criança era importante e esse era o propósito de ser uma BETHULAH!

Em Deut. 22, a partir do versículo 13, existem regras para um homem possuir uma ISHA (uma mulher) e se ele não a encontrou como uma menina, uma virgem, ele a odiará.

Neste capítulo, aparece o termo BETHULIM. É uma palavra masculina ocorrendo apenas na forma plural e neste capítulo, King James traduziu-o como 'sinais da virgindade'. Se o homem dissesse que não encontrou nela 'virgindade' (BETHULIM) o pai e a mãe poderiam provar os sinais da sua virgindade (BETHULIM). Se os pais fizessem isso, o homem deveria ser punido, mas se eles não conseguissem mostrar os 'sinais da virgindade' (o BETHULIM), a mulher deveria ser apedrejada até a morte.

Alguns tradutores sugerem que o BETHULIM refere-se ao lençol manchado de sangue, usado na noite é que a mulher foi tomada como ‘esposa’, mas não há nenhuma palavra para 'casamento' em hebraico. Todavia como é que os pais da mulher se apossariam dele, se a mulher foi dada pelos pais e levada pelo homem (como era costume a mulher viver com ele e sua família ou tribo)? Além disso, por que BETHULIM é uma palavra que existe apenas no plural? A palavra moderna “virgindade” certamente significa algo único, não substituível. O versículo 17 refere-se ao BETHULIM como um 'pano', de acordo com a King James: “E eles (os pais das meninas) estenderão a roupa (SIMLAH) diante dos anciãos da cidade.” A palavra SIMLAH foi traduzida como ‘vestes’ em outras ocasiões. Poderia uma tradução melhor neste verso ter sido ‘vestuário’, sem especificar quantas peças foram, uma vez que a forma plural da palavra BETHULIM certamente indica que houve mais do que uma? Poderia ser que o BETHULIM, a ‘virgindade’ ou sinais dela, era de sete panos manchados de sangue, que a mulher tinha usado durante o período de preparação, antes de ela ter sido dada ao seu BAAL (proprietário)? Eles pretendem indicar que como ela teve o seu período menstrual por sete vezes e, se ela não tivesse uma barriga grande, agora certamente não estaria grávida e portanto, estaria pronta para ser inseminada e para dar um herdeiro para seu novo proprietário?

Esta interpretação deste costume também explicaria por que Abraão e Isaac eram preparados para dar suas mulheres tão facilmente nos haréns do Egito e Gerar (Gn 12.20 e Gn 26; consulte o capítulo ‘Thou Shalt Not Commit Adultery’, em Greetings From Paradise). Certamente suas vidas foram ameaçadas pela fome, mas alguém daria hoje sua mulher tão facilmente assim? Quando Sarah insistiu que Abraão mandasse Hagar e Ismael embora, ele disse em Gênesis 21: 11: ‘E pareceu esta palavra muito dolorosa aos olhos de Abraão, por causa de seu filho.’ A palavra ‘yara’ traduzido como “dolorosa” significa realmente ‘estremecer’. Nessa época Abraão estava realmente chateado, mas quando ele e Isaac deram as suas mulheres, não é indicada muita emoção na escritura. Por que não? Se eles jamais iriam ficar longe deste luga, eles só teriam que esperar por sete meses e tudo ficaria bem novamente, mesmo que suas mulheres tivessem filhos de outros homens. Elas seriam suas escravas e, após este tempo, eles saberiam que seus futuros filhos seriam realmente seus.

Tradução (com pequenas adaptações) feita pelo blog “Cristã, sim; gostosa e liberal, também” (http://cristagostosaeliberal.blogspot.com/)

Texto original: http://www.sexy-church.org/virginity/

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